Um assessor de confiança do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, sugeriu que as reuniões da Assembleia Geral da ONU não sejam mais realizadas nos Estados Unidos, pois ele considera que as rigorosas medidas de segurança em Nova York transformaram a cidade em um lugar pouco apropriado para os encontros.

"A atmosfera de segurança que uma reunião da ONU requer desapareceu. A que existe agora não permite adotar decisões prudentes para um mundo com tal grau de justiça", afirmou Ali Akbar Javanfekr, assessor de imprensa do presidente e um de seus colaboradores mais próximos.

Javanfekr, que também dirige a agência de notícias estatal Irna, declarou que a forma como as medidas de segurança são aplicadas em Nova York "não permite uma comunicação fluente entre as delegações".

O assessor, citado hoje pela imprensa estatal, fez parte da delegação iraniana que viajou na semana passada junto a Ahmadinejad para participar da Assembleia Geral da ONU.

O chefe da diplomacia iraniana, Manouchehr Mottaki, permanece em Nova York.

Ontem à noite, Mottaki pediu uma maior participação dos países árabes no Conselho de Segurança e destacou a importância de que haja mudanças no sistema deste organismo internacional.

"Nas últimas duas décadas, a ONU resistiu a importantes mudanças e perdeu parte de sua eficácia na hora de responder às necessidades do mundo atual", declarou em entrevista coletiva.

De acordo com o chefe da diplomacia, o Conselho de Segurança "deve ser mais democrático" e sua atividade "mais transparente".

Ele também denunciou o aumento da islamofobia no mundo e pediu aos países muçulmanos que adotem uma posição comum para combater este fenômeno.