A inclusão de um prefixo extra nos telefones da Grande São Paulo, por causa da escassez de combinações numéricas, ficará para o próximo ano.
A área técnica da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) sugeriu um prazo de seis meses para que as operadoras se encaixem no novo sistema, tempo contado a partir da decisão do conselho diretor da agência.
A matéria ainda está na Procuradoria da Anatel, sem data definida para chegar ao conselho. Ou seja, no melhor dos cenários, a mudança não deve ocorrer antes de março de 2011.
Há um total de 37 milhões de combinações numéricas possíveis para a Grande São Paulo, limite que está em vias de ser atingido. Para tanto, a Anatel aprovou a adoção do prefixo 10, além do 11 já existente, em todas as ligações feitas na região. Não será cobrada ligação interurbana nesses casos.
Segundo Adeilson Evangelista, gerente de Acompanhamento e Controle de Conexão na Anatel, a agência ainda dispõe de 800 mil números para as operadoras, estoque suficiente para atender a demanda das empresas até dezembro.
Depois desse período, a agência terá de negociar com as operadoras os números que elas dispõem, tanto nas prateleiras, como em quarentena, um total de 9 milhões de números.
"As empresas não vão deixar de prestar serviço, mas vamos ter que adotar algum tipo de medida", explicou.