Líder nas pesquisas, Raimundo Colombo precisou se desvencilhar dos ataques de Ideli Salvatti (PT) e Valmir Martins (PSOL) para expor suas ideias. “Propomos policlínicas a cada 100 mil habitantes. A intenção é que o paciente chegue ao especialista rapidamente. E investir fortemente em hospitais filantrópicos”, afirmou, sobre saúde. “Quero ser o governador para cuidar das coisas importantes na vida das pessoas”, arrematou, mencionando toda a coligação em sua despedida – inclusive o presidenciável José Serra (PSDB).

Angela Amin (PP) enumerou os itens do seu “Plano A” para educação, que contempla piso salarial nacional para os professores, ensino superior para todos os profissionais do setor e formação continuada. “Vamos comprar a merenda escolar e os uniformes no Estado, fortalecendo o agricultor rural e as facções têxteis”, completou. A ex-prefeita de Florianópolios candidata disse ainda que seu governo será transparente, publicando todos os números do Estado na internet. “Quanto foi arrecadado e no que foi gasto”, explicou.

Educação, saúde e segurança
Como vem acontecendo desde o início da campanha, Ideli Salvatti (PT) associou-se ao governo Lula e à eventual eleição de Dilma Rousseff (PT). Trazendo na lapela um adesivo com o nome da candidata à Presidência maior do que o seu, a petista criticou a gestão do ex-governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) por não aproveitar recursos federais destinados à educação e segurança. “Nosso Estado não ser o primeiro em todos os indicadores é um atestado de incompetência de quem o governou”, disse.

Rogério Novaes (PV) fez coro com Angela na questão da educação, considerando “uma afronta” o governo estadual ser contra o piso nacional dos professores. “Primeiro, vamos cumpri-lo [o piso]. Depois, vamos dar aos professores, gratuitamente, condições de formação complementar”, posicionou-se. Para Valmir Martins (PSOL), não há dinheiro para a saúde porque “a maior fatia vai para pagamento de dívidas”. Carmelito Smieguel (PMN), o candidato do “orçamento regionalizado”, dessa vez mudou o foco e reeditou o embate burguesia x trabalhadores.