Médicos-residentes, em greve desde o dia 17 de agosto, promovem nesta quarta-feira assembleias em todo o país para avaliar a nova proposta de reajuste oferecida pelo governo federal de correção de 22% na bolsa-auxílio. A proposta foi feita ontem.
Médicos-residentes avaliam aceitar 22% sobre bolsa auxílio
Governo rejeita contraproposta e residentes devem manter greve
Greve dos médicos-residentes atinge 25 Estados
Comissão de greve quer negociar fim da paralisação
A categoria pede correção de 38,7% sobre o que vinham recebendo (R$ 1.916,45), valor que teve o último reajuste no final de 2006, depois de outra greve que a categoria realizou.
Essa é a segunda proposta de reajuste feita pelo governo federal desde o início da greve. No mês passado, os residentes já tinham recusado a oferta de aumento de 20% a partir de janeiro de 2011. A categoria reivindica ainda a extensão do auxílio-moradia e auxílio-alimentação a todo o país --os benefícios são concedidos somente em Brasília--, o aumento da licença-maternidade da residente de quatro para seis meses, o adicional por insalubridade e o décimo-terceiro salário.
Ontem, o presidente da ANMR (Associação Nacional dos Médicos-Residentes), Nívio Moreira Júnior, informou, após reunião com a secretária de Educação Superior do MEC, Maria Paula Dallari, que recebeu "sinalização de que o percentual será aceito", e assim os residentes encerrarão a paralisação.
Segundo Moreira Júnior, pelo menos em 14 Estados os médicos-residentes em greve concordam com o fim da paralisação, mediante o reajuste de 22%, que "corresponde mais ou menos à inflação dos últimos quatro anos". Os dias parados vão ser discutidos com o MEC, mas em outra ocasião, segundo ele.