O Ministério da Educação ofereceu nesta terça-feira um aumento de 22% sobre a bolsa auxílio dos médicos-residentes, caso encerrem a greve iniciada no dia 17 de agosto. A categoria pede uma correção de 38,7% sobre o que recebem (R$ 1.916,45). O último reajuste foi em 2006, depois de outra paralisação.
O presidente da Associação Nacional dos Médicos-Residentes (ANMR), Nívio Moreira Júnior, afirmou depois de uma reunião com a secretária de Educação Superior do MEC, Maria Paula Dallari, que recebeu "sinalização de que o percentual será aceito", e assim os residentes encerrarão a paralisação. Nívio vai encaminhar ainda nesta terça-feira um documento à Secretaria, com o compromisso de aceitação, depois que consultar a categoria nos Estados.
No momento, segundo Nívio, pelo menos em 14 Estados os médicos-residentes concordam com o fim da paralisação mediante o reajuste de 22%, que "corresponde mais ou menos à inflação dos últimos quatro anos". Os dias parados serão discutidos com o MEC, mas em outra ocasião, segundo Nívio.