Os advogados de defesa do candidato Ronaldo Lessa (PDT) ingressaram, neste domingo (12), com uma ação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), solicitando a retirada e o direito de resposta à propaganda eleitoral da coligação “Pelo Bem de Alagoas” – PSDB, DEM, PP, PSB, PPS e PSC.
No áudio e vídeo divulgado, neste fim de semana, a chapa “informa” à população que o ex-governador não é candidato oficial ao Governo do Estado. De acordo com a peça veiculada no rádio e televisão, Lessa não teria sua candidatura aprovada pela Justiça Eleitoral. Com isso, ele correria o risco de – mesmo se eleito –não ser diplomado: comparando o seu caso ao de Jader Barbalho (PMDB) e Paulo Maluf (PP).
Com relação ao caso, Ronaldo Lessa classificou como “desespero” a atitude da chapa. “Quando você mente para a opinião pública, não merece pedir votos. Ele mentiu sobre a dívida, mente sobre o seu Governo e volta a mentir, sobre a minha candidatura. Essas são as marcas registradas de sua gestão: a mentira e a incompetência” dispara.
Por outro lado, o atual advogado de defesa tucano, Adriano Soares, defendeu a peça eleitoral com base na alegação de que sobre ela não há ataques e distorções: “só há fatos”. Em seu twitter, ele vai mais além e diz que a atitude da coligação é legítima e que os eleitores precisam ser informados. “Acaso mantida a negativa de registro a Lessa, os votos a ele são nulos. Vão para o lixo, lamentavelmente”, explica o advogado.
Ao se tratar do advogado, Lessa se resume a comentar que foi ele quem o defendeu no caso que impede a sua candidatura: “e ele perdeu”, diminui as falas de Soares. “Fazer propaganda para outro, no máximo, daria uma multa. O Tribunal [Superior Eleitoral (TSE)] deve levar isso em consideração”, conclui o candidato.
