A coligação Frente Popular por Alagoas ganhou direito de resposta contra a coligação “`Pelo bem de Alagoas”, que veiculou peça eleitoral informando que Ronaldo Lessa não seria candidato ao governo do Estado. A ação foi impetrada domingo, no Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas, pelos advogados de defesa de Lessa. A liminar concedida hoje pelo TRE determinou a retirada da peça do ar.

O advogado Marcelo Brabo, da coligação Frente por Alagoas, explica que a peça é inverídica e usa de artifícios que são terminantemente proibidos pela legislação eleitoral, como a utilização de imagens externas e de recursos de montagem. Segundo o advogado, a intenção dos adversários é tão somente confundir o eleitor com informações mentirosas de que Ronaldo Lessa não é o candidato oficial ao governo.

“Cabe tão somente à Justiça determinar quem é ou não candidato, a ninguém mais. O TRE de Alagoas decidiu pela inelegibilidade e a coligação entrou com recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. Ronaldo Lessa é candidato sim, até o julgamento definitivo. Portanto, qualquer especulação antecipada do resultado é desonesta”, disse Marcelo Brabo.

Lessa, que participa de reuniões políticas em São Paulo, afirmou que o artifício utilizado por seu adversário representa um total desrespeito à democracia e o eleitor. “Eles querem induzir o povo ao erro. Isso é antiético! Quem usa de recursos mentirosos para iludir a população não merece confiança, não merece o voto”, desabafou.

“Essa turma está desesperada. Eles querem ganhar as eleições no “tapetão”. Deixa o povo decidir nas urnas o destino de Alagoas”, completou o candidato a vice-governador Joaquim Brito (PT).