Um batalhão de quase cem mil soldados dos Estados Unidos, o suficiente para enfrentar uma guerra, volta para casa neste mês com a retirada das tropas de combate do país no Iraque. A decisão foi comemorada como o início da conclusão de fato para o conflito iniciado em 2003, mas, a exemplo do que já aconteceu no fim de outras guerras lutadas pelos americanos, este retorno pode ter um efeito interno complicado para o país. Em meio a uma longa crise econômica, os americanos vão ter que reabsorver jovens treinados para a guerra, mas nem sempre para a vida em sociedade. Muitos desses veteranos têm problemas psicológicos, ou de saúde, e sua adaptação pode ser difícil, segundo psicólogos.
Especial G1 retirada das tropas

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Por mais que nem todos os soldados que voltam aos EUA sejam dispensados, o número de veteranos da guerra deve ter um aumento acima do normal no final deste mês. “A volta de tantos soldados vai sobrecarregar o sistema, e pode trazer problemas”, disse ao G1 o psicólogo Stanley Krippner, especialista em tratar distúrbios mentais de veteranos de guerras.

O G1 publica nos próximos dias uma série de reportagens sobre os sete anos de ocupação norte-americana no Iraque. Na semana passada, a decisão do presidente Barack Obama de retirar as tropas até o final deste mês começou a ser cumprida. Ainda restarão 50 mil soldados no país, nas tarefas de formação e de assistência. As próximas reportagens serão uma indicação de livros e filmes para entender a guerra e um Raio-X completo do conflito.