O candidato Marcelo Vitor (PTB) encara como armação a denúncia de compra de votos, que envolve seu nome, no município de Ibateguara – cidade distante 103 km de Maceió -, na última quinta-feira (02). Em entrevista exclusiva ao portal Cada Minuto, ele atribui o ‘acontecido’ ao coordenador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) em Alagoas, Antônio Fernando dos Santos, o Fernando CPI.
Ele conta que pode falar isso com propriedade de causa. “Eu atribuo tal calúnia, a esse vendedor de denúncia profissional, chamado Fernando CPI. Tudo porque em outras ocasiões já fui assediado por ele”, admitiu. O deputado declara que o próprio denunciante já o procurou oferecendo ‘seus serviços’, em outras ocasiões.
“É uma prática comum de sua parte. Principalmente em anos políticos. Não dá para confiar em pessoas deste tipo. Então quer dizer, se tiver interesse em impugnar a candidatura de alguém, eu o procuro para que ele vá a uma região mais carente do estado, faça um suposto ‘cadastro’, com alguns santinhos, e comprometa a idoneidade de alguém: não acredito que isso seja possível”, declarou o candidato.
Marcelo Vitor vai mais além e critica – também – a ação da Polícia Civil (PC). “É muito estranho o procedimento. Primeiro, que este é um caso para a Polícia Federal (PF), a única que tem imparcialidade sobre o assunto. Agora, já que isto aconteceu, é preciso analisar desde a busca e apreensão até a detenção dos envolvidos. Eu não vejo motivo para tanto”, explica.
O deputado diz que o assunto está sendo muito ‘carnavalizado’ pela instituição policial. “Prefiro não acreditar que seja dirigido para mim, em forma de perseguição”, alega o deputado estadual.
O candidato também duvida do envolvimento de seu companheiro de Assembléia Legislativa do Estado (ALE), o candidato Rui Palmeira (PSDB). Ele destaca a forma ‘limpa’ com que o deputado vem conduzindo o seu mandato, impossibilitando qualquer suposição de compra de votos contra ele.
“Não acredito que ele seja capaz, primeiramente. E outra coisa, assim como o meu caso, aquele não é seu reduto de votos. Eu acredito, sinceramente, que ele também seja mais uma vítima: desta vez, de seu adversário João Caldas (PSDB)”, dispara. Marcelo Vitor acredita que ele seria a pessoa que tem mais motivos para ter uma atitude tão baixa contra Palmeira.
Com isso, o petebista desconsidera qualquer envolvimento do PSDB e do próprio governador Teotonio Vilela Filho – sobre o caso. “Pela experiência que eu tenho com os tucanos e com o próprio Vilela, não acredito que eles compactuem com tal absurdo. Até porque eles estão muito ocupados com a eleição majoritária”, ponderou.
