Rafael Bussamra, suspeito de atropelar o filho da atriz Cissa Guimarães, e Gabriel Henrique Ribeiro, amigo de Bussamra que estava em outro carro supostamente participando de um racha, foram indicados por homicídio doloso/dolo eventual (previram e aceitaram o resultado) devido ao atropelamento e morte de Rafael Mascarenhas, segundo informou a polícia na tarde desta quinta-feira (2).
Ao todo, o suspeito de atropelar Mascarenhas vai responder por quatro crimes: corrupção ativa, homicídio doloso, fraude processual (segundo a polícia, ele levou o carro a uma oficina para consertar o para-brisa do carro) e fuga. O pai de Bussamra, Roberto, e o irmão dele, Guilherme, foram indiciados por fraude processual. Roberto também responderá por corrupção ativa. Gabriel Ribeiro foi indiciado pela fuga.
A reportagem do R7 está procurando a defesa dos suspeitos para que eles se manifestem sobre a conclusão do inquérito.
O acidente aconteceu na madrugada de 20 de julho, dentro do túnel Acústico, sentido zona sul. O local estava interditado para manutenção e a vítima andava de skate com amigos. Dois carros que seguiam no sentido zona oeste e resolveram voltar para a zona sul usaram a saída de emergência no meio do túnel, mudaram de pista e um deles acabou atingido Rafael.
O veículo estava a quase 100 km/h e o jovem foi arremessado a uma distância de cerca de 50 m, morrendo horas depois no hospital. Os outros skatistas contaram em depoimento que os motoristas apostavam corrida, mas eles negam.
Ao deixarem o túnel, o carro atropelador foi parado em uma blitz da Polícia Militar e liberado após suposto pagamento de propina. Os dois PMs envolvidos foram presos e denunciados por corrupção passiva.
PMs presos participam de audiências
A juíza Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros, da Auditoria da Justiça Militar do Rio de Janeiro, marcou para quinta-feira da semana que vem (9), às 12h, a próxima audiência do processo em que os policiais militares Marcelo José Leal Martins e Marcelo de Souza Bigon são suspeitos de crimes contra a administração militar.
Eles teriam cobrado R$ 10 mil e recebido R$ 1.000 de propina para liberar o motorista Rafael Bussamra. Na audiência, os PMs vão ouvir os depoimentos das testemunhas de acusação.
Na última quinta-feira (26), os réus foram interrogados por cerca de seis horas na Auditoria Militar, na Gamboa, Centro. O sargento Marcelo Leal e o cabo Marcelo Bigon negaram os fatos narrados na denúncia.
Leal disse que é esquizofrênico. O advogado do sargento, Ekner Maia, alegou que o policial ficou dois anos afastado do serviço na década de 1990 por uma crise de esquizofrenia e voltou a trabalhar sem passar por avaliação médica.