O candidato ao Governo de Alagoas, Ronaldo Lessa (PDT), negou – em entrevista exclusiva ao Cada Minuto – que tivesse ‘eleito’ o candidato Mário Agra (PSOL) como o seu substituto: em caso de derrota no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Primeiro, eu não estive em São Miguel recentemente. Em segundo lugar, se fosse para escolher alguém para me substituir seria alguém da minha coligação: ou do PDT, PMDB ou, até mesmo, do PT”, disparou.
Ronaldo Lessa considerou a informação como um ‘factóide’ e conta que só se referiu a Agra, em seus comícios, ao constatar que o candidato esquerdista – se eleito – não representaria atraso para Alagoas. “Eu só me referi ao candidato desta forma. Porque acredito que os outros dois candidatos não serão bons para o estado”, pondera. Neste caso, ele completa que a substituição não é o ‘plano A’: ‘eu vou para o Supremo, se for o caso’.
Mesmo com a derrota de Joaquim Roriz (PSC), na noite desta terça-feira (31), o ex-governador não se deixa abater. “Não tenho motivos para desconfiar de minha vitória. São casos totalmente distintos. A única coisa em que eles convergem é o ano de alteração: que é o mesmo que o meu”, compara. Lessa conta que o caso do brasiliense é diferente por conta dele ter renunciado ao cargo, antes de ser processado e cassado – pela Justiça Eleitoral.
Lessa tenta convencer PDT a entrar com ADIN
Ronaldo Lessa confirmou que está em Brasília para, além de acompanhar o andamento de seu processo, convencer o seu partido – o PDT – a mover uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN). Ele ressalta que o processo, se caso for adiante, não deve questionar diretamente a Lei 135/2010: mas sua aplicabilidade.
“Eu não sou contra a Lei em si. Só defendo que ela não está sendo aplicada corretamente. O princípio é fundamental e extremamente válido. No entanto está me atingindo, diretamente, e deixando outras pessoas de lado. Só estou sofrendo com este processo porque dei um aumento? E os outros que são investigados, em segredo de Justiça, ou esquemas fraudulentos de desvio de recursos?”, conclui o candidato.
