Mais de um mês após as primeiras denúncias de desvio dos donativos destinados às vítimas das enchentes em Alagoas, um novo caso surge no estado, desta vez, em Colônia de Leopoldina. As doações teriam sido arrecadadas durante a 57ª edição da Festa do Vaqueiro de Curaçá, uma cidade da Bahia.

A denúncia foi feita ao Ministério Público (MP) por um militar, lotado na Assembleia Legislativa de Alagoas. As informações relatadas são do Sargento da PM Alberto Sobreira. A campanha foi denominada ‘Vaqueiro Solidário’. Além de adquirir os ingressos para participar do evento, participantes e expectadores deveriam realizar doações de dois quilos de alimentos não perecíveis, que teriam como destino os desabrigados de Alagoas e Pernambuco.

Ainda de acordo com relatos do Sargento, os alimentos foram entregues em Colônia de Leopoldina, e ficaria a cargo da prefeitura da cidade a distribuição. Na denúncia, Sobreira disse que as doações indevidas foram realizadas no povoado de Mamoa, e que uma conselheira do Município ficou responsável pela distribuição. A acusação do militar é de que os alimentos foram utilizados para fins eleitoreiros.

A reportagem do CadaMinuto conversou com o Chefe de Gabinete da Prefeitura de Colônia de Leopoldina, Junior Amorim. O representante da administração pública municipal afirmou desconhece qualquer desvio de donativos na região.

Amorim explicou que ‘na cidade apenas 200 famílias foram atingidas pelas fortes chuvas que caíram no mês de junho no Estado e os recursos recebidos por doações foram usados da melhor maneira possível’.

Sobre o uso de donativos com fins eleitoreiros, citado na denúncia, Amorim disse ainda que a denúncia tem objetivos políticos, já que o Sargento da Polícia Militar Alberto Sobreira é ligado a oposição. “Iremos tomar as medidas cabíveis. Não se pode acusar assim uma Prefeitura sem provas. Esse rapaz é doido. Fica aqui na porta da Prefeitura sem fazer nada de segunda a sexta-feira”, concluiu.