A enorme diferença entre os números de dois institutos de pesquisa, Gape e Ibope, que divulgaram trabalhos com intenções de votos para governador e senador no mesmo dia (24/09) levou a Procuradoria Eleitoral a pedir informações as duas empresas sobre as metodologias aplicadas.

O pedido deve ser oficializado hoje pelo procurador Rodrigo Tenório. Na pesquisa do Gape que ouviu 1055 pessoas em um dia Collor tinha 38%, Lessa 24% e Téo 16%, já no do Ibope que entrevistou 820 pessoas em 4 dias, Lessa tinha 29%, Collor 28% e Téo 24%.

Segundo o cientista político, Alberto Saldanha, esses resultados dependem de cada instituto, do universo dos números dos eleitores e das regiões percorridas. “Esses fatores influenciam o resultado”, declara o cientista.

Saldanha destaca que quanto maior o universo de entrevistados e o tempo da pesquisa a margem de erros diminui, “no caso do GAPE a pesquisa foi feita em um dia e isso foi muito corrido e pode trazer distorções, já a pesquisa do IBOPE foi feita em mais tempo, isso pode diminuir a margem de erro”, declara.

O Cientista afirma que ainda que o IBOPE seja mais antigo que o GAPE, os dois têm históricos tanto bons como ruins.

“É claro que temos que ficar um pouco com o pé atrás, pois nas pesquisas pode existir influencias políticas e isso começa pela mídia que não respeita a imparcialidade. Alem de tudo não se tem informações sobre os entrevistados, como faixa etária, escolaridade e renda”.

Saldanha fala que essa diferença de 10 pontos de uma pesquisa para outra pode ter sido precipitação e isso mostra que está muito cedo para ter uma noção de como será a disputa.

“Com o passar do tempo vamos vendo quem está certo e quem está errado. O interessante é que essas pesquisas não fiquem apenas entre o IBOPE e o GAPE, mas que outros institutos também façam suas pesquisas” acrescenta.