“Temos que mudar as prioridades deste Estado”, foi esse o posicionamento do candidato ao Governo de Alagoas pelo PSOL- Partido Socialismo e Liberdade, Mário Agra, no debate entre os candidatos da eleição majoritária, realizado neste dia 25 de agosto, na Universidade Federal de Alagoas. A iniciativa foi do DCE- Diretório Central dos Estudantes da UFAL, em parceria com o Movimento Combatendo os Crimes Eleitorais.
Em sua fala, Agra abordou assuntos controversos sobre o Governo de Alagoas, como a dívida passiva do Estado que, afirmou, permanece um mistério. O candidato expôs aos estudantes presentes o fato de que, ainda que o estado pague mensalmente amortizações da citada dívida, não se sabe o exato montante devido. “É uma irresponsabilidade os próprios ex-governadores não saberem qual o valor da dívida passiva, nem quem são nossos credores e quanto eles nos devem. Digo e repito, temos que fazer uma auditoria e renegociarmos a dívida. Assim saberemos quanto e de quem devemos cobrar para poder investir em áreas críticas como educação, segurança e saúde”, explicou.
De forma pertinente, o candidato do PSOL posicionou-se contra a privatização do Sistema Único de Saúde (SUS). “Não se pode permitir que os investimentos nessa área tão precária sejam direcionados, quase que em sua totalidade, para as empresas privadas. Defendo um sistema público, de qualidade e gratuito para todos os alagoanos, onde possamos reativar leitos dos hospitais e criar unidades regionalizadas no interior, permitindo assim um atendimento digno para os alagoanos.”
Ainda sobre a saúde pública, Mário Agra destacou a necessidade de se investir num maior número de leitos nos hospitais. “Não adianta ter ambulância para levar os enfermos e deixá-los jogados nos corredores por falta de leito. É preciso reestruturar os hospitais para que nós, que precisamos do SUS, possamos ter um tratamento digno de um ser humano, o que não acontece agora e nem há quatro, oito ou 20 anos atrás”, justificou.
Para os presentes que permaneceram até o fim do debate, Agra afirmou que “este é o momento de mudar Alagoas, fazendo novas escolhas e empenhando-se em garantir os direitos de cada cidadão, especialmente da geração presente, que representa o futuro do Estado”, finalizou.