O acusado de liderar a Chacina de Neves, onde sete pessoas foram assassinadas em uma festa num sítio em Ribeirão das Neves, na Grande BH, foi condenado a 240 anos de prisão. A pena foi fixada pelo juiz Fabiano Afonso, presidente do Tribunal do Júri de Ribeirão das Neves, na tarde desta terça-feira (24).

Avelino foi o primeiro da gangue de oito réus a ser condenado por sete assassinatos triplamente qualificados e por 19 tentativas de homicídios triplamente qualificadas, além de formação de quadrilha e por crime de corrupção de menor, já que um dos réus era adolescente na época do crime.

A chacina, que resultou na morte de sete pessoas e feriu outras 19, ocorreu no dia 9 de setembro de 2007, no momento em que mais de cem pessoas, a maioria mulheres e crianças, participavam de um churrasco num sítio alugado em Ribeirão das Neves.

O homem é líder da gangue da Rua Guapé, situada na Pedreira Prado Lopes, na Região Noroeste de Belo Horizonte. O acusado estava preso desde a época do crime e deverá cumprir pena na Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem.

O crime
Na madrugada do dia 9 de setembro de 2007, oito atiradores de uma gangue ligada ao tráfico de drogas, encapuzados, vestidos com uniforme da Polícia Civil e com toucas ninja, armados com pistolas 9 milímetros e metralhadoras, invadiram um sítio em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Mais de cem moradores da Favela Buraco Quente estavam no loca e participavam de um churrasco.

Os integrantes da gangue dispararam mais de cem tiros contra os convidados da gangue rival, matando sete pessoas, inclusive uma mulher grávida que morreu na hora, e uma adolescente de 14 anos, que morreu quatro dias depois.

A motivação principal das brigas entre essas gangues era disputa pelo tráfico de droga.