Secretários, industriais e pequenos produtores da Cadeia Produtiva de Leite e dos Derivados de Alagoas se reuniram nesta segunda-feira (23) para o acompanhamento das ações de fomento ao setor em Alagoas.
Capacitação, aquisição de equipamentos, orientação técnica e fiscalização, foram temas tratados na reunião. As ações estão incluídas no Projeto de Fortalecimento do setor coordenado pelo governo de Alagoas - por meio das Secretarias do Desenvolvimento Econômico, Energia e Logística e da Secretaria da Agricultura e Desenvolvimento Agrário - e o Sebrae Alagoas.
Com recurso no valor aproximado de R$ 8 milhões, vindos do Governo, via Fundo Estadual de Combate e Erradicação à Pobreza (Fecoep), além de R$ 1,5 milhão do Sebrae – Nacional e Alagoas - e que irá atender cerca de 1.200 micro e pequenos produtores e empresas de laticínios.
No pátio da Secretaria da Agricultura e Desenvolvimento Agrário (Seagri) já estão alguns produtos adquiridos pelo projeto, como os caminhões e os veículos tipo pick-up.
Está incluída no projeto a qualificação do setor, não só da produção de qualidade e eficiência, mas também da industrialização e logística. As empresas de laticínio participantes também estão sendo incentivadas a desenvolverem uma gestão interna mais profissional, adotando critérios a exemplo do Modelo de Excelência de Gestão e a participação no Prêmio Estadual da Qualidade (PEQ).
O pequeno produtor de leite, Praxedes Francisco da Silva, iniciou o trabalho na atividade leiteira em 2004, numa área de duas tarefas que possui, na comunidade de Pindorama. Porém, desenvolvia a atividade leiteira de forma tradicional o que acarretava numa pequena produção de leite.
Após receber a orientação do engenheiro agrônomo do Programa Alagoas Mais Leite, do governo do Estado, o produtor disse que as seis vacas que possui, produzem hoje 45 litros de leite ao dia, o que garante uma renda mensal aproximada de R$ 1 mil. “Antes eu plantava maracujá e acerola, mas com uma grande infestação de pragas já não era interessante. Mas agora estou muito satisfeito com a produção leiteira”, comemorou o produtor.
Para o secretário do Desenvolvimento Econômico, Energia e Logística, Luiz Otavio Gomes, a organização da Cadeia Produtiva e o início da criação desse Projeto de Fortalecimento do setor em Alagoas corre num período de um ano, e hoje já podemos comemorar, pois avançamos muito em toda a cadeia.
“Precisamos nos preocupar com a qualidade, nos adequar as normas federais, e assim incentivar os outros a também seguir esse parâmetro”, enfatizou o presidente do Sindicato dos Produtores de Leite, André Ramalho. O produtor também destacou o grande potencial que Alagoas possui e que com esse trabalho do programa todos irão crescer.
Clandestino
Na ocasião, foi tratado também o caso do ‘leite clandestino’ como um problema que impacta toda a cadeia produtiva. O clandestino também é um tema que já vem sendo tratado pelo Ministério Público Estadual, segundo a secretária Inês Pacheco (da Agricultura), onde a próxima reunião será no dia 3 de setembro.
“Estamos tratando de uma cadeia produtiva, onde devemos discutir e ouvir todos os órgãos e entidades para enfrentar este desafio. Vamos ter ainda muita discussão antes de chegarmos ao denominador comum”, finalizou a secretária.
Para o superintendente do Sebrae Alagoas, Marcos Vieira, esse Programa de Fortalecimento não só leva tecnologia aos pequenos produtores e industriais como também equipamentos que esses não poderiam adquirir sozinhos.
