Às vésperas do julgamento da impugnação de sua candidatura, o vice-governador da chapa ‘Frente por Alagoas’, Joaquim Brito (PT), conversa – exclusivamente – com o Cada Minuto e aposta na sua absolvição e de Ronaldo Lessa (PDT): com base na extinção dos processos, pelo próprio pleno do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O presidente do PT sustenta seu argumento na decisão anterior do Tribunal. “Eles já deixaram claro a lei não se aplica em 2010. Entretanto a decisão desta terça-feira (24) será com base no mérito da questão: se o candidato já tenha cumprido sua pena ou não”, declara.

Ao ser perguntado se a Procuradoria Geral Eleitoral (PGE) não consideraria esta ‘extinção’ dos processos ele foi enfático. “Claro que não. Ela é a extensão federal da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) em Alagoas. Ela não iria contrariar a decisão do órgão no âmbito estadual”, salienta Brito.

No caso de um parecer desfavorável, Joaquim Brito descarta qualquer substituição da legenda. “Qualquer sondagem de novos nomes, que venham a nos substituir é uma inverdade. Mesmo com um julgamento desfavorável nós ainda temos o Supremo Tribunal Federal para recorrer. Não iremos desistir”, acredita o candidato.

Sobre a ‘aposta’ lançada pelo advogado Adriano Soares, em entrevista a um jornal semanal, na qual ele aponta a derrota de Lessa no TSE e um possível embate no Supremo, Brito provoca o advogado perguntando se ele acredita no mesmo destino para o seu cliente: Alberto Sextafeira (PSB). “Nós temos o mesmo relator, mas ele tem um agravante: o processo ainda está em aberto. Será que o advogado está usando dois pesos e duas medidas?”, provoca o petista.