A promotoria sueca diz ter anulado a ordem de busca emitida neste sábado contra o fundador do site na internet WikiLeaks --especializado na publicação de documentos oficiais-- Julian Assange, que era acusado de estupro e agressão.
"A promotora-chefe Eva Finné decidiu que Julian Assange não era suspeito de estupro", informou a promotoria em sua página na internet, acrescentando que o fundador do WikiLeaks "não é mais procurado".
"Eva Finné não fará comentários mais detalhados no sábado", segundo a página na internet. Contatada pelo telefone, a promotoria remeteu à página na web.
Na manhã de sábado, a promotoria anunciou que sobre Assange havia uma ordem de busca por violação e agressão, acusações que ele desmentiu.
OUTRO LADO
O site, responsável pela divulgação de dezenas de milhares de documentos secretos do governo americano a respeito da guerra no Afeganistão, disse ter sido alertado para a possibilidade de esperar "truques sujos".
O vazamento revelou detalhes até então desconhecidos do conflito, cobrindo o período entre 2004 e 2009, com informações sobre mortes não divulgadas de civis afegãos, bem como sobre operações sigilosas contra líderes do Taleban.
O governo americano criticou duramente o vazamento, afirmando que colocaria em risco a segurança do país.
Em uma breve mensagem pelo Twitter, o fundador do Wikileaks assegurou que "as acusações não têm nenhuma base".