A vice-procuradora-geral Eleitoral, Sandra Cureau, deu parecer favorável à ação impugnatória proposta pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) de Alagoas e deve utilizá-la para a manutenção do veto às candidaturas de Ronaldo Lessa (PDT) e Joaquim Brito (PT), no pleno do Tribunal Superior Eleitoral: sem nenhuma ressalva.
Ela assume a cadeira destinada ao Ministério Público Eleitoral (MPE) durante as sessões que vão julgar os recursos impetrados pelos candidatos que não concordaram com a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e levaram a discussão às instâncias superiores. De acordo com a assessoria da PRE, todo esse processo faz parte do trâmite normal. Mas o aval de Cureau mostra que o trabalho realizado em Alagoas é sólido e deve ser defendido – amplamente – no julgamento dos casos.
No entanto, este fato não quer dizer que será um fato determinante no julgamento do TSE. Afinal, a vice-procuradora senta ao lado do presidente Lewandowski, assim como o procurador regional eleitoral, Rodrigo Tenório, se posiciona ao lado do presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Estácio Gama.
O que pesa, sobre o caso, é que o tempo está passando. Os julgamentos dos recursos estão cada vez mais próximos e o rumo das eleições pode ser decidido: na manutenção ou extração da ação impugnatória – com base na Lei Ficha Limpa.
