Em entrevista coletiva concedida à imprensa, na manhã desta quinta-feira, 19, no Palácio da Justiça de Sergipe, o desembargador Luiz Mendonça revelou detalhes sobre a tentativa de homicídio que sofreu na manhã desta quarta-feira, quando o carro em que trafegava com o motorista e cabo da Polícia MIlitar, Jailton Pereira Batista, foi metralhado na avenida Beira Mar, na capital sergipana.
Após receber alguns disparos, o motorista foi levado para o Hospital de Urgência de Sergipe,onde permanece em coma induzido, com ferimentos graves. Com o quadro clínico do paciente, grave, com sinais de sofrimento encefálico, Jailton foi imediatamente encaminhado ao centro cirúrgico para descompressão do crânio e correção das lesões decorrentes do ferimento penetrante. Ao término da cirurgia, que durou quase 6h, Jailton foi levado à Unidade de Tratamento Intensivo ( UTI) onde está sendo mantido em coma induzido.
O presidente do TRE foi atingido com um tiro de raspão no ombro e passa bem.
Luiz Mendonça começou narrando como tudo começou. "Estava indo cumprir minhas tarefas habituais no Tribunal de Justiça de Sergipe e TRE. Após terminar uma ligação, percebi um disparo me assustei com estilhaços de vidro vindo em minha direção. Então me abaixei no piso e ao olhar Jailton, percebi que ele estava desacordado. Levantei a cabeça levemente para poder visualizar o ocorrido e observei os suspeitos se aproximando do carro, eu peguei a submetralhador do motorista e efetuei disparo que ao perceberem se afastaram e saíram em fuga", recorda.
O desembargador descarta a possibilidade de Floro Calheiros está envolvido no atentado. “Eu não posso atribuir o atentado a Floro Calheiros por não ter qualquer indício que leve a esta conclusão. Eu não tenho desafeto algum, eu cumpro apenas o meu dever, pois Sergipe todo me conhece. Venho do Ministério Público e tive uma doação dos crimes de maior repercussão, fatos que me orgulham. Quando você presta um juramento para assumir a honrosa função de promotor de justiça e tem por princípio o combate à criminalidade bem como as mazelas que atinjam a sociedade, sabe que essa função tem seus riscos.
Questionado sobre uma possível lista de pessoas juradas de mortes, o desembargador já tinha ouvido falar dessa lista que inclusive teria ele como o primeiro. “Eu fiquei sabendo há algum tempo dessa lista através de comentários, na qual integrava além de mim mais 4 pessoas”.
Sobre as possibilidades da ação criminosa, Mendonça não acredita que os bandidos agiram por conta de supostas desavenças políticas, nem ser vítima do foragido da Justiça, Floro Calheiros, conforme foi especulado.
