As notícias não foram nada boas para o candidato ao governo Ronaldo Lessa na noite de ontem no TSE, primeiro ele viu o tribunal reafirmar a lei da Ficha Limpa por 5x2 e manter a impugnação do candidato a deputado pelo Ceará Francisco das Chagas Alves.
Depois ele descobriu que o ministro que vai relatar seu caso é Hamilton Carvalhido, defensor da tese da Ficha Limpa e integrante do STJ desde abril de 1999.
Antes de compor o Tribunal, o ministro foi membro do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, sua terra natal. Lá, iniciou sua carreira jurídica como defensor público em 1966.
Foi titular da 1ª Procuradoria de Justiça da Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, membro eleito do Conselho Superior do Ministério Público em 11/1/1989 e membro eleito para o Órgão Especial do Colégio de Procuradores de Justiça, de 6/6/1991 a 8/8/1993. Ele exerceu o cargo de procurador-geral de justiça do Estado do Rio de Janeiro, cargo para o qual foi eleito e reeleito
O Ministro também vai julgar os casos de Alberto Sexta-Feira e de Joaquim Brito e a previsão é que no máximo em 20 dias todos estes casos sejam julgados.
Caso Lessa e os demais alagoanos percam no TSE restam a ele recorre ao Supremo Tribunal Federal , onde a situação parece dividida, para conseguir uma liminar e entrar na disputa para o governo do Estado.
O Cadaminuto ouviu ainda na noite de ontem os dois advogados de Ronaldo Lessa (Marcelo Brabo) e Alberto Sexta-Feira (Adriano Soares), e todos os dois mantiveram o discurso que o tribunal está julgando cada caso de uma maneira diferente.
. Em entrevista à equipe de reportagem, o também advogado eleitoral Fábio Ferrário adiantou que as decisões, no TSE, não serão tomadas de maneira uniforme – como aconteceu no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
No entanto, não descartou que as avaliações tenham um entendimento similar com base na precedência: “Poderemos tirar uma conclusão por precedência, com casos parecidos. Por exemplo, o julgamento de um candidato a deputado estadual, no Maranhão, tem um caso muito parecido com o do candidato Ronaldo Lessa (PDT)”, exemplifica Ferrário.
