Altos funcionários da Autoridade Nacional Palestina (ANP) compareceram nesta quarta-feira (18) ao funeral militar de Amin al Hindi, último palestino envolvido no atentado contra a delegação israelense nas Olimpíadas de Munique, em 1972, que ainda estava vivo. O ex-militante morreu nesta terça-feira (17), aos 72 anos.

Tanto o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, quanto o primeiro-ministro, Salam Fayyad, compareceram ao funeral de Hindi, que era membro fundador do Fatah, partido da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), e coordenou o serviço de inteligência palestina durante o mandato de Yasser Arafat (1929-2004).

O corpo de Hindi foi levado para a faixa de Gaza, terra natal do terrorista, onde foi enterrado nesta quarta-feira. Vários líderes do comitê central do Fatah e de seu conselho revolucionário acompanharam a viagem do caixão.

De acordo com relato do embaixador palestino na Jordânia, Atallah Kheiry, Hindi morreu na noite desta terça-feira em Amã, onde se tratava de um câncer.

- Hindi havia sido transferido para o King Hussein Medical Centre em Amã seis meses atrás, depois de um tratamento contra o câncer, e os médicos retiraram um pedaço grande de seu fígado. Depois, ele entrou em coma e morreu na terça à noite.

Hindi era o último terrorista envolvido no planejamento e na execução do ataque de Munique, que terminou com a morte de 11 atletas israelenses.