O candidato ao Governo do Estado, Ronaldo Lessa (PDT), admitiu – com exclusividade ao Cada Minuto – que sente dificuldade em mostrar que ainda é candidato: “principalmente, no interior do estado”. Essa resistência se agrava pelo fato de ser o único postulante - com representatividade, pela Chapa, na ALE - ao Palácio República dos Palmares, sem mandato.

Lessa acredita que o guia eleitoral, que começa nesta terça-feira (17), deve ajudar a difundir “de forma mais eficaz” a sua candidatura. “Espero, sinceramente, que essa decisão seja revertida no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dentro de dois dias. Só assim, poderemos utilizar o nosso guia para antecipar nossas propostas e debater soluções para o Estado”, se enche de esperança.

Em entrevista aos radialistas, Elias Ferreira e Marcos Vasconcelos – da rádio Difusora -, o ex-governador fez questão de ressaltar que, no começo, não se sentiu candidato pelo ‘Chapão’. “Quando fui à casa de Augusto Farias (PTB) – em Brasília – eu não aceitei ser candidato. Na época, até o meu adversário Fernando Collor (PTB) pediu para eu ser, inclusive, pedindo para que Cícero Almeida (PP) desistisse”, recordou. Mas, o que pesou na sua escolha foi a decisão de seu partido.

“Minha candidatura só foi aceita, para o Governo, depois de muita discussão interna, dentro do meu partido”, explicou o candidato. Ele vai mais além e aponta que o ‘Frentão’ – com aquela composição – não iria adiante. “A prova disso é que Collor se lançou candidato sem sequer me pedir pra apoiá-lo. Agora, o que me faz seguir adiante – como obrigação - é o fato de só termos a representação do povo com Mário Agra e o menino do PCB, sem condições de enfrentá-los”, ponderou.

Ronaldo Lessa ainda acredita em uma resposta nas urnas. “Afinal, o eleitor tem direito de votar em quem ele deseja. O único que dava para apostar, que estava eleito, é o prefeito Cícero Almeida. Porque, em todas as pesquisas, ele sempre apareceu como o mais votado. Enquanto isso, tudo está indefinido”, concluiu.