Pelo menos 30 municípios das regiões da Bacia Leiteira e do Semiárido serão beneficiados com as ações do polo agroalimentar, voltados ao fortalecimento da agricultura familiar, organização do sistema produtivo e atração de micros e pequenos empresários.
Segundo a secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Janesmar Camilo, já foram aprovados recursos na ordem de R$ 12 milhões, sendo R$ 8 milhões do Ministério da Ciência e Tecnologia e R$ 4 milhões de contrapartida do Estado para viabilizar a implantação do polo agroalimentar. Os recursos serão liberados através da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério.
Por abranger um número expressivo de municípios e alavancar o desenvolvimento no Estado, os polos de Arapiraca e de Batalha foram selecionados. “Estamos na fase de finalização do caderno técnico de cada polo, que trata das obras físicas e das instalações. O processo está sendo analisado pelo Serviço de Engenharia do Estado de Alagoas (Serveal) e até o dia 15 deste mês (agosto), segue para a Secretaria de Estado da Infraestrutura para a licitação das obras”, explicou a titular da Secti, ressaltando que constam do documento 15 projetos de arquitetura.
A secretária Janesmar Camilo ressaltou que o objetivo do polo é agregar valor aos subprodutos do leite e da mandioca e incentivar o empreendedorismo nas regiões envolvidas com o projeto.
Em Arapiraca, serão instalados cinco laboratórios – química e microbiologia, agrometeorologia, solos e irrigação, hortifruticultura e geração de etanol. Já em Batalha, serão instalados os laboratórios de química e microbiologia, agrometeorologia, derivados de leite, nutrição animal, biotecnologia e produção de ruminantes. “A ideia é promover o empreendedorismo, ou seja, trazer o micro e pequeno empreendedor para o polo agroalimentar”, destacou Janesmar.
A mandioca é o carro-chefe do polo de Arapiraca, uma vez que existem no Semiárido mais de 600 casas de farinha, sendo o produto a segunda maior cultura agrícola de Alagoas, depois da cana-de-açúcar. A mandioca pode impulsionar a indústria alimentícia, sendo utilizada na produção de barra de cereal e farinha enriquecida, além da produção de plástico, com investimento na fabricação do plástico verde, que é biodegradável.
A secretária acrescentou que o amido da mandioca pode ainda ser transformado em etanol fino, utilizado na indústria farmacêutica e alimentícia. Em Batalha, está sendo trabalhado o segmento de laticínios, com o propósito de resgatar a força da produção do leite e seus derivados. Segundo ela, entre os resultados esperados – com a implantação dos polos – está a aproximação entre o sistema produtor e o corpo docente da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) e Universidade Federal de Alagoas (Ufal), órgão parceiro.
Janesmar reforçou que as ações do projeto do Polo Agroalimentar já estão sendo executadas, a exemplo da parte acadêmica. Ou seja, a Uneal dispõe de um curso de especialização voltado para o segmento de laticínios, em Santana do Ipanema, e vai contemplar os 60 alunos já formados em Zootecnologia pela Uneal. “Trata-se de um contingente que está sendo preparado para trabalhar no Polo Agroalimentar”, explicou.
