A defesa do estudante de medicina Alex Sandro da Cunha Silva - suspeito de atender irregularmente Joanna Cardoso Marcenal Marins, de cinco anos, morta na última sexta-feira (13) após 26 dias em coma, no Rio de Janeiro - entrou com pedido de liberdade para o falso médico no início da tarde desta terça-feira (17). A informação foi confirmada pelo advogado Claudio Tavares Oliveira Juniores. O R7 entrou em contato com o Tribunal de Justiça do Rio, mas o órgão ainda não confirmou o recebimento do habeas corpus.
A Justiça decretou prisão temporária (30 dias) para o estudante na sexta à noite e, desde então, ele é procurado pela polícia em vários endereços. A médica Sarita Fernandes Pereira, que era chefe da pediatria no hospital RioMar, na Barra da Tijuca, zona oeste, onde a criança foi atendida, foi presa no último sábado (14) e levada para o presídio Bangu 7.
Em depoimento à polícia na semana passada, Alex disse que foi orientado por Sarita a atuar como médico e que usou o registro de um profissional com o qual já havia trabalhado. Os suspeito disse que medicou a menina de acordo com os conselhos da médica, que já a havia consultado no dia anterior. A médica nega qualquer envolvimento no caso, embora escutas telefônicas comprovem a ligação entre os dois.
A médica e o estudante foram indiciados por falsidade ideológica, falsidade material, tráfico de drogas (uso de medicamentos controlados), associação para o tráfico e exercício ilegal da profissão, com agravo do fato da criança ter morrido.
Ao ser internada no hospital Amiu, em Botafogo, zona sul, Joanna apresentava convulsões, hematomas e queimaduras nas nádegas e no tórax. A mãe de Joanna acusa o ex-namorado e pai da menina de maus-tratos. Os dois disputavam a guarda da filha há dois anos e ela estava sob os cuidados do pai. Ele nega qualquer tipo de agressão e diz que a filha se machucou sozinha por causa de problemas neurológicos. A polícia investiga os ferimentos e principalmente a origem das queimaduras.