O líder do Movimento Jovem do PTB, Anderson Xavier, negou que tenha qualquer ‘dossiê’ contra o coordenador jurídico do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) em Alagoas, Adriano Argolo, como foi divulgado na edição desta quinta-feira (12), do Jornal Tribuna de Alagoas.

Em entrevista exclusiva ao Portal Cada Minuto, ele considera a artimanha de promover dossiês, em época eleitoral, não digna. “Eu só pesquisei o nome dele nome na Justiça, como todo e qualquer cidadão”, argumenta.

Xavier explica ainda que toda a questão foi distorcida pelo meio de comunicação. “Na ‘caminhada’ estava com a consulta ao processo contra o advogado. Eu não sou canalha a ponto de levantar um dossiê, tenho mais o que fazer”, conta.

O líder petebista pôs em discussão a postura do advogado contra o seu candidato ao Governo de Alagoas, Fernando Collor de Melo (PTB). “Eu sei que ele foi absolvido no processo, assim como o ex-presidente. Então, porque promover um ato como este: ele não pode mais se candidatar nem pra síndico?”, questiona.

Com relação ao financiamento da caminhada, o líder petebista foi mais além. Ele diz que é contra qualquer manifesto ‘comprado’. “Eu parto do seguinte princípio: ‘o homem que se vende, recebe menos do que merece’. Eu não tenho pai, fui criado pela minha mãe. Ela criou um homem, não um ‘prostituto’”, defende-se.

Ao ser questionado sobre o fato dos dois integrantes detidos terem admitido ter recebido R$ 20 para estar ali, ele disse que não há nada de anormal no caso. “Eu tenho, inclusive, o amparo legal da Legislação Eleitoral. Afinal, é isso que cada partido paga a um trabalhador para segurar a sua bandeira”, justifica.

‘Ao companheiro Fernando CPI’

Já com relação a Antônio Fernando dos Santos, coordenador-geral do MCCE em Alagoas, Xavier diz que ‘lamenta’ o seu posicionamento. “Ao companheiro Fernando CPI, companheiro porque até bem pouco tempo ele integrava o PTB, o sentimento que eu tenho por ele é de lamentação”, dispara.

O líder jovem petebista diz que o MCCE - em todo o país - vem desempenhando um papel muito importante, mas em Alagoas, ‘ele perdeu o foco’. “Principalmente com o CPI à frente. Ele atira para todos os lados, basta estar contra ele”, acusa. Com base nisso, Anderson Xavier deixa uma pergunta no ar. “Se ele diz que já sabia e que foi sondado pela equipe de campanha de Collor, inclusive com proposta financeira – para desistir do ato – por que não denunciou?”, provoca.

No entanto, depois de tantos pontos, Anderson Xavier se diz ainda mais espantado pelo fato do próprio Argolo colocar o Ato ‘Fora Collor’ colocar o movimento a disposição dos adversários – do ex-presidente. “Se existe algo para se investigar, a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) deve prestar atenção no MCCE, isso sim”, conclui.