O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (12) que ainda não enviou a consolidação das leis sociais para o Congresso Nacional por conta das eleições. A consolidação, uma das principais bandeiras do seu governo, é uma tentativa de garantir a manutenção de seus programas sociais no futuro.

"Eu não mandei exatamente por conta do processo eleitoral. A gente manda um pônei e o bicho vira um camelo. Para não destruir e não deformar vamos esperar o Congresso eleger os novos deputados e dar entrada no Congresso", disse, durante a assinatura do decreto que convoca a Conferência da Juventude para o ano que vem, na sede provisória do governo, em Brasília.

Lula reclamou das limitações da legislação eleitoral, pois disse que não poderia citar o nome dos deputados presentes no evento. "Eu não posso nem citar nomes de deputados que estão aqui porque a lei proíbe. Na verdade a culpa é deles, que fizerem a lei. Não sei como é que alguém faz uma lei que proíbe citar o teu nome", afirmou, arrancando risos da plateia.

Até o momento, o presidente Lula já recebeu sete multas, que somam R$ 47,5 mil, por atuação irregular em prol de Dilma Rousseff, candidata do PT à presidência.

O presidente afirmou que, antes de deixar a presidência, ainda tem muito trabalho nos próximos meses. "Nós vamos ter eleições no dia 3, acho que é um momento mágico para um país. O importante é que a gente faça desse processo uma consolidação de democracia. Temos muita coisa para construir nesse Brasil. Temos quatro meses de muito trabalho, para a gente consolidar a nossa marca", disse.

Juventude
Segundo o presidente, a juventude teve atenção especial em seu governo, com políticas públicas. Lula alfinetou cidades como São Paulo e Rio de Janeiro por não aceitarem aderir ao ProJovem, o programa de inclusão de jovens do governo federal.

"No começo do ProJovem nos tivemos problemas com vários prefeitos que não quiseram inscrever a juventude. Dava a impressão que naquele município não tinha jovem pobre e São Paulo era um deles. O Rio de Janeiro também não quis fazer. Por uma questão ideológica, mas que na minha opinião era de burrice. A gente tava querendo apenas oferecer R$ 100, R$ 120 ao jovem para que ele voltasse para a escola e pudesse aprender uma profissão", reclamou.