Agentes de saúde percorrem a zona rural de Alagoas para aplicar a vacina contra a paralisia infantil. O excesso de chuva está dificultando o acesso a diversas comunidades e assentamentos, principalmente nos municípios atingidos pelas enchentes de junho.
O acesso à zona rural do município de Quebrangulo está complicado. São 15 quilômetros de muita lama. A viagem exige tração nas quatro rodas. No meio do caminho a equipe do PSF, Programa de Saúde da Família, recebe o alerta. “Não passa carro nem pra lá nem pra cá”, avisou o agricultor José dos Santos.
Depois de uma hora e meia na estrada a equipe do PSF decidiu parar o carro e seguir a pé. Foram necessários mais dois quilômetros de caminhada para que as doses da vacina chegassem até as crianças. Três primos foram os primeiros a tomar as gotinhas. Um alívio para a avó das crianças.
“Desde ontem que não dá para sair para a rua para Quebrangulo. Não tenho condição de ir. Não tem transporte”, reclamou a dona de casa Maria de Lourdes Barros.
Os agentes percorrem o assentamento a procura de outras crianças. Um dos povoados mais altos e distantes de Quebrangulo teve a visita adiada. Por duas vezes este ano a chuva prejudicou o calendário de vacinação nos sítios e povoados do município. Apesar de muitas crianças não terem sido imunizadas antes, isso não impede que elas recebam a segunda dose.
A segunda etapa da campanha de vacinação contra a pólio será intensificada no próximo sábado, em todo o país. A meta é imunizar cerca de 14 milhões de crianças menores de cinco anos.




