O candidato ao Governo de Alagoas, Ronaldo Lessa (PDT), revelou a que veio nesta eleição. Em entrevista concedida ao jornalista Plínio Lins, no programa Conversa de Botequim, ele conta que tem como meta traçada – para o 1º turno - acabar com o candidato do Governo, Teotonio Vilela Filho (PSDB), e decidir seu retorno, ao Palácio República dos Palmares, contra o candidato Fernando Collor de Melo (PTB).
Sem mandato, Lessa não acredita que haja muita diferença entre seus opositores.
“Teoricamente, os dois levam vantagens: por terem mandatos. No entanto, eles diferem em pouca coisa. Eles representam a elite da econômica e social. Por isso não posso me dar ao luxo de escolher com quem quero disputar um provável segundo turno. Acredito que o Fernando Collor difere um pouco do outro, mas é superficial”, dispara.
Tal confiança se dá na convicção de sua elegibilidade. Mesmo com a derrota no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o ex-governador não se abala. “Preocupa-me afirmar que já esperava o resultado. Se a minha candidatura é legítima, se está claro que acredito na minha absolvição – junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) –, não dá para esperar um parecer desfavorável: isso gera desconfiança”, reconsiderou.
Para isso, Ronaldo Lessa cobra dos responsáveis que ‘a Justiça seja a expressão da Justiça’. Ele fundamenta o seu argumento explanando que em ‘todos os estados que julgaram casos semelhantes, eles optaram pela elegibilidade.
“A aplicação da Lei Ficha Limpa em Alagoas foi uma interpretação isolada. Em estados como o Piauí e o Rio Grande do Sul, os TREs optaram por não aplicar a Lei, desconsiderando a retroatividade”, explica.
Ele interpreta o julgamento do pleno como a condenação mais gozada que já teve.
“Eles estão rasgando a Constituição, sobre a resposta de uma falsa moral” exalta o candidato. A contrariedade foi tamanha a ponto de ele colocar em cheque a idoneidade do Pleno: “eu tenho a Ficha Limpa, a vida limpa, coisa que muitos deles não têm”, disparou.
Em nenhum momento o ex-governador deixou subentendido que seja contrário à nova Lei. O que ele cobra é a aplicação com serenidade, com calma. “Só assim, será possível limpar muito da podridão que existe por aí”, suplica. A partir deste ponto, o candidato começa a se referir ao governador Téo Vilela. De acordo com o candidato, o seu opositor tem contas a acertar com a Justiça.
