O exército americano deixará sua missão de combate no Iraque no final do mês, como o previsto, declarou nesta quarta-feira o porta-voz da Casa Branca, ao final de uma reunião entre o presidente Barack Obama e seu alto comando, sobre a situação no país. "Estamos cumprindo o prazo para concluir nossa missão de combate" no Iraque, declarou o porta-voz, Robert Gibbs, durante sua coletiva de imprensa diária.
Obama reuniu na manhã desta quarta-feira sua equipe de segurança nacional, civis e militares, para discutir a situação no Iraque, a menos de três semanas da data prevista para a retirada, e quando o país ainda não tem um governo, cinco meses depois das eleições legislativas. Estiveram presentes o vice-presidente, Joe Biden, os secretários de Estado, Hillary Clinton, e de Defesa, Robert Gates, o Conselheiro de Segurança Nacional, general Jim Jones e o diretor da CIA, Leon Panetta.
O exército americano, que contabiliza atualmente cerca de 64 mil homens no Iraque, deve terminar sua missão de combate no dia 31 de agosto, conforme o cronograma anunciado pelo presidente Obama logo após sua posse, no início de 2009. Os 50 mil militares americanos que permanecerão no país após essa data, especialmente para formar o exército iraquiano, deverão sair até o final de 2011.
Apesar de uma redução geral da violência, o Iraque segue palco de ataques e atentados mortíferos, que fizeram ao menos 60 mortos somente no final de semana passado. Nesta quarta-feira, oito soldados iraquianos foram mortos na explosão de uma casa no nordeste de Bagdá, segundo fontes militares.
A retirada das tropas do Iraque ocorre dentro faz parte das intenções de Obama de fortalecer a guerra no Afeganistão - decisão que foi criticada até por alguns dos membros mais liberais do seu próprio partido.
Com informações da AFP e CNN