O presidente do Líbano, Michel Suleiman, visitou neste sábado a área fronteiriça onde na terça-feira houve um confronto armado entre soldados libaneses e israelenses e prometeu um plano para equipar o Exército de seu país, informou a Agência Nacional de Notícias (ANN).

"O governo elaborará um plano destinado a armar o Exército, sem levar em consideração a postura de alguns países", disse Suleiman, em alusão aos temores de que o armamento enviado às Forças Armadas possa cair nas mãos do movimento radical xiita Hisbolá.

"Um Exército com o material militar necessário preserva a dignidade da nação", acrescentou Suleiman, que durante sua visita aproveitou para cumprimentar os militares "por suas ações heróicas e sacrifícios frente a Israel", segundo a ANN.

Suleiman esteve nos locais atacados por Israel junto com o ministro da Defesa libanês, Elias Murr; o chefe de Estado do Exército, Chawki Masri; e o diretor dos Serviços de Inteligência, Edmond Fadel.

O confronto aconteceu quando soldados libaneses tentaram impedir que soldados do país vizinho cortassem árvores em uma área que o Líbano considera sua, mas sem atravessar a "linha azul", marcada pela ONU para certificar a retirada israelense do sul do Líbano em maio de 2000 após 22 anos de ocupação.

No lado libanês, dois soldados libaneses e um jornalista morreram e 14 pessoas ficaram feridas. No israelense, um tenente-coronel foi morto e um capitão ficou ferido.