A crise financeira mundial, que ainda causa prejuízos a algumas economias desde 2008, teve impacto significativo na indústria brasileira. Para o gerente-executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco, os dados divulgados nesta quarta-feira pela CNI mostram que os efeitos da crise mundial duraram cerca de dois anos no Brasil, já que somente no segundo trimestre deste ano é que a atividade industrial está retomando o nível medido antes da crise.
"A atividade industrial agora retorna aos níveis medidos antes da crise, que aconteceu há quase dois anos. Isso mostra que houve, sim, impacto significativo da crise na indústria, mas o ritmo de recuperação segue forte e tende à normalidade. É o que esperamos para o segundo trimestre: indicadores mais semelhantes aos medidos na segunda metade de 2008", disse.
Segundo Castelo Branco, os níveis medidos para os indicadores no segundo trimestre mostram uma acomodação do crescimento da indústria.
"Essa pausa ou acomodação não é uma mudança de trajetória. A expectativa é que a partir de julho os resultados sejam positivos. O primeiro trimestre foi atípico, principalmente devido ao mês de março, quando houve antecipação de vendas e produção, devido ao fim anunciado de vários dos mecanismos de estímulo do combate à crise", afirmou.