Um fenômeno interessante vem sendo utilizado pelos candidatos ao Governo do Estado de Alagoas. Os virais, vídeos produzidos específicos para a internet, vem arrebanhando cada vez mais seguidores. Eles surgem como instrumento eleitoral barato e que circula de forma fácil - pela grande rede.
O Cada Minuto entrevistou o cientista político Eduardo Magalhães para entender um pouco mais o fenômeno.
Ao que tudo indica, essa ferramenta eleitoral vem sendo usada desde o surgimento da Internet, mas, foi na campanha do senador americano Barack Obama – em 2006 – que se popularizou.
“Obama soube utilizar muito bem as redes sociais. Ele conseguiu reunir o potencial da internet a serviço de sua candidatura e deu no que deu: ele foi eleito presidente”, apontou o estudioso. No entanto, estratégias como estas só funcionam em países de maior amplitude.
Magalhães diz que não dá para ter resultados práticos em países que apenas 7% da população eleitoral acessam a internet.
“No caso dos EUA estamos trabalhando com um universo de 90%. E tem um agravante, aqui no Brasil – principalmente em Alagoas – essa população não muda o seu voto por conta de virais”, esclareceu.
A situação se torna ainda mais delicada, pelo pouco número de jovens que tiraram seu título de eleitor e estão participando de um pleito pela primeira vez.
“Quem poderia ser influenciado por virais são o público de 16 a 17 anos. Essa eleição não teve um número a considerar de primeiros votantes. A estratégia precisa ser revista: não dá para apostar só nisso”, concluiu o cientista.
No youtube já existem "virais" contra Téo, Lessa e Collor, basta uma pequena pesquisa pra que o internauta veja os vídeos.