A francesa que confessou ter matado oito filhos recém-nascidos está se sentido "aliviada" após ter revelado os fatos à Justiça e ter sido indiciada pelos crimes, afirmou seu advogado, Frank Berton, nesta sexta-feira.


Dominique Cottrez, que é auxiliar de enfermagem, está presa e pode ser condenada à prisão perpétua por ter sufocado oito recém-nascidos. "Ela não precisa mais carregar isso na consciência, e é também uma espécie de alívio", declarou Berton.

Os corpos dos bebês foram encontrados nos últimos dias em Villers-au-Tertre, pequeno vilarejo de apenas 700 habitantes no norte da França.

Dominique Cottrez, 45 anos, "é uma mulher bastante sofrida, cansada e abatida" que se encontra em "um estado de confusão mental", disse o advogado.

Mãe de duas filhas na faixa dos 20 anos, ela declarou nos interrogatórios que "não desejava ter mais filhos e não queria consultar um médico para utilizar meios contraceptivos", afirmou na quinta-feira Éric Vaillant, procurador de Doaui, cidade próxima ao local dos crimes.

O advogado da francesa também ressaltou que ela não se esquivou das perguntas durante os interrogatórios e indicou rapidamente, após a descoberta dos dois primeiros corpos, em seu domícilio anterior, que outros seis estavam escondidos na garagem de sua casa atual.

Sacos plásticos

As mortes foram descobertas quando os novos proprietários de uma casa em Villers-au-Tertre faziam obras no jardim e encontraram, no último sábado, dois esqueletos embalados em sacos plásticos enterrados no local. A polícia foi alertada e localizou os antigos moradores da casa, que pertencia à família da mãe dos bebês.

Os outros seis corpos foram descobertos na garagem da nova residência de Dominique e seu marido, Pierre-Marie Cottrez, situada nas proximidades. Os esqueletos estavam escondidos sob vasos de plantas e materiais de jardinagem.

O pai dos oito bebês, carpinteiro e vereador municipal, declarou não estar a par das diferentes gestações nem das mortes. Ele não foi indiciado e permanece livre.