Com a proibição legal da veiculação de seu jingle, por conta da referência aos petistas Dilma Rousseff e Lula, a chapa do ex-presidente Fernando Collor (PTB) foi rápida e já providenciou um novo hit, para embalar a campanha. A música ganhou uma versão, mais lenta, e com o trecho vetado sendo substituído.

A assessoria de marketing do candidato resolveu trocar "é Lula apoiando Collor, é Collor apoiando Dilma, pelos mais carentes. É Lula apoiando Dilma, é Dilma apoiando Collor, para o bem da nossa gente. É Lula apoiando Dilma, é Dilma apoiando Collor, e os três para o bem da gente", por “Não adianta o povo sabe quem tá apoiando quem. O povo tá decidido e vai apoiar também. Eu sei também você já sabe quem tá apoiando quem. Nosso povo quer o Collor que vai apoiar também”, revelou com exclusividade a assessoria, ao portal Cada Minuto.

Com isso a imagem fica implícita, de forma subliminar. Eles não fazem referência direta ao petista e, com isso, soluciona a pendência com a Justiça. A decisão foi proferida na noite da última quarta-feira (28), quando o juiz deferiu o pedido a favor da chapa do adversário Ronaldo Lessa (PDT), com base no fato de que o candidato pertence a uma coligação que nacionalmente apoia o candidato José Serra (PSDB) e não poderia associar seu nome a Dilma Rousseff.

A música já estava sendo executada em todo o estado e tinha ganho repercussão nacional, pelo incidente.

Aceitação

Os aliados do candidato Fernando Collor de Mello (PTB) confirmaram que a decisão da Justiça, que proíbe a referência de Dilma Rousseff (PT) – na campanha do senador -, foi recebida com tranquilidade pela Chapa. “Afinal, a própria Dilma declarou que o apoio a Collor é bem vindo”, declarou Carlos Mendonça, assessor do ex-presidente.

Eles têm até as 18 horas desta quinta-feira (29) para suspender todas as execuções que estejam circulando pela cidade: carros de som, páginas de internet, entre outras. Mas, desde já, Mendonça antecipa que houve a aceitação, mas não a conformidade. “Aceitamos. Mas vamos tomar as providências para mostrar que não cometemos nenhum erro”, declarou o assessor.