Uma paciente que teve ambos os seios retirados sem seu consentimento receberá da Comunidade Evangélica Luterana São Paulo (Celsp), que passou a ser a nova denominação da Ulbra Saúde, uma indenização de R$ 120 mil, segundo divulgou nesta quarta-feira o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ela foi internada para coleta de material e, sem saber, passou pelo processo de retirada das mamas. O plano de saúde foi responsabilizado por indicar o médico para a cliente, apesar de se isentar pelos erros do profissional.
Ela foi diagnosticada com presença de nódulos no seio direito e, após um ano do exame, foi detectado câncer na região. Após a retirada das mamas sem o seu consentimento durante novo exame, a paciente sofreu depressão e outras sequelas físicas e emocionais.
"A indenização por dano moral trata-se mais de uma compensação do que propriamente de ressarcimento (como no dano material), até porque o bem moral não é suscetível de ser avaliado, em sua precisa extensão e em termos pecuniários", disse Honildo de Mello Castro, relator do caso, em nota divulgada pelo site do STJ.
A empresa foi procurada, por intermédio de sua assessoria de imprensa, mas ainda não se pronunciou.
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