O juiz da propaganda eleitoral, Antonio Carlos Gouveia, acatou a ação do advogado Marcelo Brabo que representa a coligação de Ronaldo Lessa, Frente Popular, e proibiu o candidato ao governo Fernando Collor de Mello de utilizar o jingle de campanha que faz alusão a candidata a presidente Dilma Roussef e ao presidente Lula.

O trecho do jingle contestado pela coligação diz: "é Lula apoiando Collor, é Collor apoiando Dilma, pelos mais carentes. É Lula apoiando Dilma, é Dilma apoiando Collor, para o bem da nossa gente. É Lula apoiando Dilma, é Dilma apoiando Collor, e os três para o bem da gente".

O Ministério Público Eleitoral já havia recomendado ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) a proibição do jingle da campanha de rua do candidato ao governo de Alagoas pelo PTB, Fernando Collor (PTB), além da suspensão da veiculação da peça publicitária com a música.

O argumento é que Collor pertence a uma coligação que nacionalmente apoia o candidato José Serra (PSDB) e não poderia associar seu nome a Dilma Rousseff, como aparece no forró ouvido em todo o Estado, com repercussão nacional.

O juiz da propaganda disse, na semana passada, que não existia uma carta, assinada pelo PT nacional ou por Dilma Rousseff, pedindo a retirada do jingle das ruas. Por isso ele recusou um pedido de liminar, mas ao julgar o mérito da questão levou em consideração a recomendação do MPE
O candidato Collor tem 24 horas para retirar o jingle das ruas e 48 horas para contestar a decisão.

Em declaração exclusiva ao Cadaminuto na semana passada o ex-presidente Collor achou absurda a decisão da Frente de Lessa entra na Justiça para requerer a retirada do slogan.

“Eles tem que entender que a Dilma e o Lula tem dois palanques em Alagoas, isto faz parte do processo democrático e o próprio presidente se disse satisfeito por ter duas candidaturas fortes apoiando seu nome” explicou Collor.

O senador disse ainda que a tentativa de proibição do seu jingle é descabida pois a música, que é muito boa na opinião dele, já estaria na boca do povo.

“Com esta atitude eles parecem estar contra a Dilma, afinal o importante em ser aliado é poder divulgar o nome de nossa candidata a presidente, ou será que só eles tem direito de votar na Dilma” explicou o ex-presidente.

Com a decisão do juiz, Collor não pode vincular sua imagem a de Lula e Dilma, seja na música, em vídeo ou em panfletos.