O presidente do PT, Joaquim Brito, comentou a impugnação de sua candidatura pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), na última sexta-feira (23). Ele não considera uma atitude de risco a indicação de seu nome para ser vice da chapa de Ronaldo Lessa (PDT), mesmo sabendo que tem pendências com a Justiça Eleitoral.
“Até porque eu sou elegível. O crime que me foi imputado consiste em uma atividade política, no ano de 2004, quando recebi várias comunidades rurais que não tinham energia elétrica”, explicou o petista.
À época, ele respondia pelo comando da antiga Companhia Energética de Alagoas (Ceal) e estava começando a enveredar pela política. “Eu não me arrependo. Prometi cumprir e cumpri com a promessa. Meramente, em função disso, fui vítima de um processo e uma condenação por inelegibilidade”, esclareceu Brito.
O vice de Lessa contou que sua condenação se esgotou em 2007. Ele reclama que pelo fato de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não tomar conhecimento de seu recurso, o órgão mandou arquivar seu processo e aplicar uma multa de R$ 20 mil – que paga até hoje. “Eu acho extremamente injusto me colocar no mesmo patamar de quem é acusado de improbidade, desvio de recursos”, se defende.
De acordo com o presidente petista, a moção do partido em torno do seu nome foi geral.
“Desde o começo da minha gestão, sendo aprovado com 67% dos votos do partido. Isso é reflexo de minha trajetória. Por onde passei, seja à frente da Ceal ou no comando da CUT, não há nada contra a minha pessoa”, concluiu Brito.
