O candidato ao Governo do Estado pelo PSOL, Mário Agra, foi o sabatinado – desta segunda-feira – pela Federação do Comércio (FECOMÉRCIO) e Serviços do Estado. No evento, ele garantiu que a Lei Ficha Limpa será uma determinante para reverter o quadro político do país. E disparou que os orçamentos feitos para campanhas são inconcebíveis.

Agra questiona o valor creditado por seus adversários, afinal, o estado acabou de passar uma das maiores tragédias naturais que o país já viu. “Nós temos três orçamentos: R$ 30 milhões, R$ 15 milhões e R$ 9 milhões. Ora, de onde é que vem esse dinheiro?” questiona. Ele relata que, em contato com seus correligionários, muitos ainda acreditavam que esse montante tem origem no partido, no âmbito nacional.

“Não é verdade. Esses recursos são de figuras que têm interesse no futuro do Governo. São alguns setores da sociedade que vão investir em alguns candidatos e que vão tirar muito mais depois”, aposta o candidato. Ele encara como um desrespeito à sociedade investir R$ 54 milhões em três campanhas.

Mário Agra diz que não tem sentido. “Não tenho dúvidas que qualquer um desses candidatos que pegue e gaste esse dinheiro seja Ficha Suja” alfineta. Ele desafia os seus adversários com propriedade, afinal, o orçamento de seu partido – para o próprio candidato – “é ridículo”: se comparado com o deles. “Nosso orçamento foi construído em cima do nosso ideal. Um valor que julgamos necessário para construir nossa campanha”, concluiu.

Incremento de 50% na receita estadual

O candidato do PSOL expôs a necessidade emergencial de fazer uma auditoria nas contas públicas do Estado. "É preciso saber quanto o estado deve e quanto devem a ele. Muitas irregularidades vêm sendo cometidas com o aval do palácio”, alerta. Ele encara como regras que beneficiam alguns grupos e outros não.

Agra não compreende como a indústria açucareira, principal força motriz da economia estadual, contribui com tão pouco. “Isso já compromete a economia há mais de 30 anos. Contribuindo efetivamente com o atraso do Estado”, pontuou. Como exemplo prático, ele aponta o “acordo imoral” selado com a categoria que acabou culminou no fechamento do banco estatal Produban.