A sessão extraordinária da Assembleia Legislativa do Estado (ALE) de Alagoas dividiu opiniões dos deputados. Mesmo em recesso, 15 parlamentares atenderam à convocação da Casa Tavares Bastos, para apreciar nove projetos de lei solicitados pelo Executivo Estadual, classificados como emergenciais.

A base aliada do Governo, liderada pelo presidente Fernando Toledo (PSDB), clamava civismo de seus pares para aprovação das ações – que foram movidas, inicialmente, pela catástrofe da enchente. “A pauta é extensa e temos alguns pontos específicos da estrutura governamental, dentro do chefe do Executivo”, declarou.

A oposição, por sua vez, resiste e defende que houve oportunismo por parte do Estado. “Alguns projetos encaminhados em caráter emergencial já foram rejeitados pela Casa, anteriormente. Não podemos nos precipitar e aprovar tudo por conta de uma tragédia, que assolou o estado”, explicou Judson Cabral (PT).

Entre os ‘pedidos’ encaminhados pelo executivo estão: a doação de R$ 500 mil para a Unicef, projeto que altera a Lei delegada – que define as áreas, os meios e a forma de atuação do poder executivo – e a autorização para destinar um aumento de capital para o Laboratório Industrial Farmacêutico de Alagoas (LIFAL).

Judson reconhece que no ‘pacote’ estão alguns projetos válidos para as vítimas da enchente. “Como o aliciamento de imóveis em áreas limites à tragédia. Projetos como este demonstram certa preocupação com a população de baixa renda”, amenizou o candidato. No entanto, não descarta a tentativa de impor alguns projetos que já foram vetados, sem entrar na pauta. “Como é o caso do projeto de lei do Lifal”, concluiu o candidato.