Belo Horizonte (Minas Gerais) - O advogado Ércio Quaresma, que defende o goleiro Bruno e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, falou que o amigo do jogador foi agredido durante o depoimento sobre o desaparecimento da ex-amante de Bruno, Eliza Samudio, de 25 anos, na tarde desta segunda-feira, no Departamento de Investigações e Homicídio de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Segundo Quaresma, o delegado Julio Wilke, que é marido da delegada Alessandra Wilke e acompanha o caso, teria dado um tapa no peito de Macarrão e este acabou caindo no chão.
O subcorregedor da Polícia Civil Antônio Gama Junior vai averiguar a denúncia de agressão à Macarrão |
O subcorregedor da Polícia Civil mineira, Antônio Gama Junior, já estava no Departamento de Investigações checando como as imagens exibidas, no último domingo, pelo Fantástico, da TV Globo, foram parar na imprensa. No vídeo, Bruno aparece falando sobre o desaparecimento da ex-amante. Gama Junior também irá averiguar a denúncia de agressão.
Bruno e Macarrão chegaram à DH no início da tarde desta segunda-feira e foram orientados pela defesa a ficarem em silêncio durante o depoimento. Não há previsão de término do mesmo.
Eliza está desaparecida desde o dia 4 de junho, quando teria saído do Rio de Janeiro para Minas Gerais a convite de Bruno. No ano passado, a estudante paranaense já havia procurado a polícia para dizer que estava grávida do goleiro e que ele a teria agredido para que ela tomasse remédios abortivos para interromper a gravidez. Após o nascimento da criança, Eliza acionou a Justiça para provar a suposta paternidade de Bruno.
No dia 24 de junho, a polícia recebeu denúncias anônimas dizendo que Eliza teria sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. Durante a investigação, testemunhas confirmaram à polícia que viram Eliza, o filho e Bruno na propriedade. Na noite do dia 25 de junho, a polícia foi ao local e recebeu a informação de que o bebê apontado como filho do atleta, de 4 meses, estaria lá. No dia seguinte, O DIA noticiou, com exclusividade, o caso. Com equipes de reportagem no local, O DIA ONLINE acompanhou a investigação da história, minuto a minuto, a partir do dia 26 de junho.
A atual mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, negou a presença da criança na propriedade. No entanto, durante o depoimento dos funcionários do sítio, um dos amigos de Bruno afirmou que ela havia entregado o menino na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, onde foi encontrado. Por ter mentido à polícia, Dayanne Souza foi presa, mas logo conseguiu a liberdade. O goleiro e a mulher negam as acusações de que estariam envolvidos no desaparecimento de Eliza e alegam que ela abandonou a criança.
Na quarta-feira 7 de julho, a Justiça decretou prisão preventiva do goleiro Bruno, o amigo Macarrão, o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos - conhecido como "Neném", "Bola" ou "Paulista", sua mulher Dayanne e mais quatro envolvidos no crime. A polícia apreendeu ainda um menor, de 17 anos, primo de Bruno, que teria participado da trama. No dia seguinte, 8 de julho, a mãe de Eliza Samudio ganhou a guarda provisório do bebê, agora com 5 meses. No dia seguinte, Bruno, Macarrão e Neném foram convocados a prestar depoimento mas se negaram. Segundo seus advogados, os acusados só falarão em juízo.
