O Ministério Público Federal de Sergipe (MPF) ingressou na Justiça Federal nesta quarta-feira (14) com uma ação civil contra o empresário Zuleido Veras, da Gautama, e outras cinco pessoas acusadas de improbidade administrativa. Todos eles já respondem a uma ação criminal por suposto desvio de verbas públicas por meio de fraudes em licitações. As irregularidades foram descobertas por meio da Operação Navalha, deflagrada em 2007 pela Polícia Federal (PF).

O advogado de Veras e dos demais acusados na ação criminal, Marcelo Leal, disse ao G1 que não tem conhecimento da nova acusação. Ele afirmou que não sabe se vai responder pelos acusados na ação civil movida pelo Ministério Público Federal. Zuleido e os demais acusados ainda não têm data marcada para serem ouvidos Só após deporem, a Justiça vai decidir se vai ou não abrir processo civil.

De acordo com a denúncia do MPF, Zuleido teria pago R$ 7 mil para custear a festa da posse do ex-superintendente da Polícia Federal em Sergipe Rubem Patury. O ex-superintendente, que também é acusado pelo MPF por improbidade administrativa, teria recebido dinheiro do empresário da Gautama também para sua campanha de deputado estadual em 2006, no Tocantins. O G1 tentou contato com o ex-superintendente da PF, mas ele não foi localizado.

O dinheiro teria sido depositado na conta da esposa do ex-superintendente da PF, que também é alvo da ação do MP.

Na ação, os procuradores da República Eunice Dantas de Carvalho e Silvio Amorim Junior alegam que Patury cometeu a improbidade ao receber vantagem financeira de Zuleido. Os outros três acusados trabalhavam para Zuleido e teriam auxiliado nas conversas e pagamentos feitos a Patury.

Todos, exceto a mulher do ex-superintendente da PF, respondem à ação criminal que teve origem por meio da Operação Navalha. Eles também não têm prazo para serem ouvidos pela Justiça.