Com a notícia da ação de impugnação da candidatura de Ronaldo Lessa (PDT), movida pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), o partido foi pego de surpresa: ‘nós não esperávamos por isso’, declarou a assessoria. Pelo menos, até esta segunda-feira (12), o candidato esbanjava confiança e criticava como “vergonhosas” as ações propostas pelo Ministério Público (MP) do Estado, movidas contra ele – principalmente na área da Educação.

Ainda de acordo com a assessoria, o departamento jurídico da chapa, “Frente Popular por Alagoas”, já está analisando a ação, para tomar as medidas cabíveis. O Cada Minuto procurou, por meio de assessores, o candidato. Mas foi informado que o mesmo está viajando e não pode comentar o assunto.

Com a aprovação da Lei ‘Ficha Suja’ o nome de Lessa foi o primeiro a surgir com grandes chances para impugnação. Até a vinda de José Dirceu (PT) para Alagoas foi apontada como reflexo disso. Afinal, o que faria um integrante da alta cúpula do partido de Lula em uma simples convenção estadual do diretório? Mesmo se tratando de Alagoas – um dos poucos estados que a ex-ministra, Dilma Rousseff, terá dois palanques -, a presença de Dirceu foi apontada como necessária, para a possível costura de um plano B: caso a impugnação se efetivasse.

José Dirceu negou, na época, e disse – confiante - que acredita na candidatura do ex-governador. Ele dizia que cada caso era um caso e apostava no discernimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na análise dos fatos. Agora, os próximos passos serão decisivos para o rumo da eleição. Ronaldo Lessa é o único candidato ao Governo de Alagoas que sofreu a ação de impugnação.