O presidente do Partido Popular Socialista (PPS) em Alagoas, Régis Cavalcante, confessou que o líder do partido assassinado em Colônia Leopoldina – na noite de quarta-feira (07) -, Anelito Francisco Gomes, 57, alertou ao diretório estadual que vinha sofrendo ameaças. “Havia informações. Ele previa que algo estava para acontecer, como se estivesse premeditando o crime”, declarou o candidato a deputado estadual.
No entanto, Cavalcante esclareceu que seria leviano, neste momento, fazer qualquer relação de inimizade entre a vítima e o ex-prefeito da cidade. “Ele tinha suas desavenças, mas, eu não acreditava que fosse chegar a esse ponto”, desabafou. O presidente do PPS está em Brasília e foi surpreendido com a ligação de um jornalista, informando-o sobre o ocorrido: “era um cidadão pacato, não acreditei no que ouvi”.
Agora, o partido só deseja que o crime seja apurado, independentemente de ser um crime político.
O Crime
Anelito foi morto na porta de casa, no centro de Colônia Leopoldina. Ele foi chamado por dois homens até a frente da residência onde foi alvejado por tiros. A sua neta, de seis anos chegou a ser atingida pelos disparos, mas, não corre risco de vida.
O líder partidário foi um dos reponsáveis pelas denúncias contra a então candidata a prefeita da cidade, Maria Eulália Moraes. Ela mantinha um relacionamento estável com o ex-prefeito prefeito Manuilson Santos, que já tinha um segundo mandato, e por isso foi impedida de manter a candidatura.
