O ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, esteve em Alagoas para acompanhar de perto os estragos causados pela chuva no estado. Ele e sua comitiva sobrevoaram as áreas atingidas e estiveram em Santana do Mundaú, umas das cidades devastadas pela enxurrada. O ministro anunciou algumas medidas, preventivas, para amenizar os males causados às famílias do estado e de Pernambuco.
A preocupação dos representantes públicos, ao que tudo indica, é única: reestabelecer a privacidade das famílias atingidas. Eles lidam com o assunto de forma veemente, anunciando uma série de medidas que comunguem neste sentido. Para tanto, a previdência anuncia a liberação do 14º salário, aos 27 municípios que decretaram calamidade - 15 em AL e 12 em PE – a partir do dia 15 de julho.
“Infelizmente nós não podemos doar esse dinheiro. Ele será ressarcido pelos contribuintes, em 24 parcelas, que devem começar a ser pagas a partir de outubro”, alertou Gabas. O objetivo é trazer o mínimo de alento aos mais necessitados. Para isso, outra série de atividades será a ela vinculada. Como grupos para recadastramento e emissão de novos documentos de identificação, unidades móveis do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, para não comprometer o pagamento dos benefícios – dentre outros.
De acordo com o Carlos Eduardo Gabas, ao entrar em contato com os presidentes dos bancos, a mobilização foi geral. “Eles se comprometeram em doar R$ 1 milhão, cada entidade, para o fundo de reconstrução das cidades”, declarou o ministro.
Minha Casa, Minha vida
Um impasse provoca o entrave da liberação de financiamento e novas casas pelo programa federal. Pelo fato do programa não aceitar doações. Por tanto, impossibilitaria as pessoas de darem entrada em novas residências. A comitiva disse que uma equação está sendo negociada com o Governo do Estado, para que estas pessoas não fiquem desassistidas.
“Existem casos excepcionais. O fato é que estas pessoas não podem continuar amontoadas em abrigos, igrejas ou casas de parentes por muito tempo. Exemplos, como a cidade de Branquinha, serão tratados de forma diferenciada. O Governo do Estado, através de recursos do fundo de pobreza, assumirá a contrapartida de R$ 50 para a obtenção da casa própria”, concluiu Vilela.
