A National Gallery de Londres, uma das galerias de arte mais famosas do mundo, abre nesta quarta-feira (30) uma exposição de quadros falsos que durante anos enganaram os próprios especialistas da casa.
De acordo com os administradores da galeria, a mostra Close examination: fakes, mistakes & discoveries ("Exame minucioso, falsificações, erros e descobertas", em tradução livre) traz 40 pinturas que exemplificam os desafios enfrentados pelos especialistas que tentam identificar obras de arte.
Betsy Wieseman, uma das curadoras da exposição, diz que a mostra vai além da exibição das pinturas como obras de arte.
- Esta mostra é sobre como olhar para pinturas como objetos físicos. Ela examina a relação entre pesquisa científica a pesquisa histórica.
O departamento científico da galeria foi criado em 1934 e, desde então, descobriu vários casos de pinturas falsas ou erroneamente atribuídas a determinados artistas. Os curadores explicam que os especialistas usam recursos como infravermelho, raios-x e microscópios eletrônicos para identificar as falsificações.
Um dos casos mais famosos é o das pinturas Vênus e Marte e Uma Alegoria, compradas pela galeria em 1864 e atribuídas, na época, ao mestre italiano Sandro Botticelli (1445-1510).
Exames científicos provaram, mais tarde, que as obras tinham sido produzidas, na verdade, por um dos aprendizes de Botticelli. Betsy explica que, com os recursos atuais, um erro como esse não aconteceria.
- Não podemos nem imaginar como elas foram confundidas com um Botticelli de verdade
Aberta até o dia 12 de setembro na National Gallery de Londres, a exposição Close examination: fakes, mistakes & discoveries tem entrada gratuita.
Fundada em 1824, a National Gallery é uma das mais importantes do planeta e apresenta obras de arte europeia do século 13 até o século 19.