Uma estudante brasileira de 27 anos virou notícia na Índia nesta quarta-feira (30) ao denunciar um homem por dois estupros sofridos por ela na semana passada. Os crimes teriam sido praticados pelo dono do flat onde a brasileira, cuja identidade não foi divulgada, morava. Ele a teria drogado com uma mistura de sedativos e café antes de praticar os abusos sexuais. O acusado foi detido para investigações e a estudante já realizou exames para comprovar os estupros.

- Nós temos de ter certeza que as acusações são verdadeiras. Já a enviamos a um hospital do governo para alguns exames. O acusado está preso e o estamos interrogando. Vamos prendê-lo se ficar comprovado o crime, após todas as investigações – disse um oficial da polícia indiana ao jornal The Times of India.

A brasileira está em Nova Déli, capital da Índia, desde o início deste mês para participar de um curso de Comunicação de Massa no Instituto Noida. Ela conheceu o suposto estuprador justamente quando procurava um lugar para ficar em sua passagem pela cidade. Segundo a polícia local, a estudante alugou o flat, ao sul da capital, onde teriam ocorrido os estupros, no último dia 19 de junho. Lá, o dono do imóvel, um empresário de pouco mais de 30 anos, casado e com filhos, teria iniciado uma tentativa de fazer amizade com a mulher, levando café para ela.


De acordo com o comissário de polícia Virender Kumar Chahal, a brasileira disse ter sido drogada e estuprada pela primeira vez no dia 20, e uma segunda vez no dia 21 de junho. No último domingo (27), o homem teria tentado uma terceira vez, usando a mesma tática, mas a estudante resistiu e, nesta terça-feira (29), fez a denúncia. Ainda segundo a polícia de Nova Déli, a Embaixada do Brasil já foi informada do caso e irá fornecer todo o auxílio necessário à brasileira.

A notícia de um novo caso de estupro contra uma estrangeira vem a público apenas alguns dias depois de duas holandesas terem acusado dois homens de estupro na Caxemira, a noroeste do país. Além dos abusos, acontecidos em janeiro e fevereiro deste ano, as mulheres tiveram os seus passaportes e dinheiro apreendidos pelos indianos. Este caso revelou a preocupação das autoridades indianas acerca do tema. O ministro do Turismo, Kumari Shelja, não descarta a necessidade de uma “ação forte para passar a mensagem correta” aos cidadãos da Índia.