Autoridades colombianas disseram nesta terça-feira (29) ter descoberto um plano das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para assassinar o presidente eleito do país, Juan Manual Santos, durante a cerimônia de posse da Presidência, marcada para o dia 7 de agosto.

De acordo com a diretora do Corpo Técnico de Investigações (CTI) da Promotoria colombiana, Marilú Méndez, a polícia encontrou morteiros, fotos e plantas do palácio presidencial durante uma batida em uma casa no sul de Bogotá, capital do país.

De acordo com as autoridades locais, os policiais também prenderam dois supostos membros das milícias urbanas das Farc.

Em 7 de agosto de 2002, durante a posse do atual presidente, Álvaro Uribe, as Farc atacaram o palácio presidencial, na Praça de Bolívar, com foguetes artesanais disparados de uma casa situada na mesma área da residência revistada nesta terça-feira.

O ataque de 2002 matou 19 pessoas, a maioria mendigos que ocupavam uma área próxima dos disparos.

Santos foi ministro da Defesa de Álvaro Uribe e, durante sua gestão, foi o responsável por articular operações militares que terminaram com as mortes de importantes líderes das Farc.

As Farc são o maior e mais bem equipado grupo rebelde da Colômbia, operando principalmente no sul e no leste do país.

Estima-se que o grupo receba entre R$ 360 milhões (US$ 200 milhões) e R$ 540 milhões (US$ 300 milhões) - metade de seu orçamento anual - do tráfico de drogas.