As ações da Portugal Telecom caíram 2,34% na Bolsa de Lisboa nesta segunda-feira, a 8,35 euros (US$ 10,34), para o menor patamar em cerca de um mês. Os papéis foram penalizados pelo rebaixamento da recomendação pelo Santander.

A expectativa quanto à assembleia geral marcada para a quarta-feira também influenciou os negócios, segundo operadores. Os acionistas da Portugal Telecom votarão no dia 30 sobre a oferta da Telefônica de 6,5 bilhões de euros (US$ 8,04 bilhões) pelos 50% que o grupo português detém na Brasilcel, holding que controla a Vivo, maior operadora de telefonia móvel do Brasil.

"A Portugal Telecom segue pressionada pelo rebaixamento do Santander, com os investidores cautelosos quanto aos próximos acontecimentos", disse o operador da Dif Brokers, Nuno Milheiro, referindo-se à oferta da Telefônica.

O banco espanhol Santander reduziu a recomendação para as ações da Portugal Telecom de "comprar" para "manter", com preço-alvo de 8 euros, tendo em vista o risco de desvalorização dos papéis do grupo português caso a oferta da Telefônica pela Vivo fracasse.

"Neste momento, o sucesso da oferta de 6,5 bilhões de euros da Telefônica pela participação da Portugal Telecom na Vivo parece incerta", disse o Santander.

"O núcleo duro dos acionistas portugueses (26% do capital) parece opôr-se à proposta e, se a participação na assembleia de acionistas for similar à que ocorreu durante a proposta da Sonaecom, só seria necessário mais 9% dos votos para impedir a venda da Vivo", acrescentaram.