Obra fantasma, contratos sem licitação e suspeitas de superfaturamento com verba federal provocaram atrasos no processo de implantação de novas unidades da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), mostra série de relatórios do TCU, informa reportagem de José Ernesto Credendio, publicada na Folha desta segunda-feira (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Em razão das irregularidades, a Unifesp teve de suspender e refazer contratos e abrir processos internos para investigar indícios de fraude.

Com isso, as obras do campus da Baixada Santista vão atrasar quase dois anos (prazo ficou para final de 2010).

Em Diadema, obras que chegam a cerca de R$ 30 milhões ficaram sete meses paradas --sendo retomadas em abril.

O TCU (Tribunal de Contas da União) passou a fiscalizar com lupa os gastos da Unifesp depois das acusações de desvio que levaram ao afastamento do ex-reitor Ulysses Fagundes Neto.

OUTRO LADO

A Unifesp diz que, desde o ano passado, abriu comissões de apuração para investigar as irregularidades e indícios de fraudes nos contratos para a construção de suas novas unidades.

"Não faz parte do escopo desta administração impedir o andamento de qualquer investigação ou deixar nenhuma denúncia sem resposta. A universidade implementará todas as determinações do TCU nos prazos estabelecidos", informou a universidade, em nota à Folha.

Mais recentemente, no mês de maio, a Unifesp criou uma Comissão Processante Permanente para apurar os fatos. Outra medida já adotada, de acordo com a Unifesp, foi a abertura de novas licitações para as obras, que acabaram retomadas.

Em relação ao convênio com a Prefeitura de Diadema, a Unifesp diz ter sido informada pelo governo Mario Reali (PT) de que o TCU se equivocou, foi ao local errado e, por isso, não encontrou a obra. "As informações pertinentes serão enviadas ao TCU", afirmou.

O caso de mais "complexidade", para a Unifesp, foi o "contrato verbal" para projetos do campus da universidade na Baixada Santista.

"Servidores já foram absolvidos ou condenados. Além disso, a Unifesp constituiu uma comissão interna de apuração", disse.

Leia a reportagem completa na Folha desta segunda-feira.